O fantástico mundo não vai parar, ele nunca para.

Bom dia leitores do blog que é extremamente desnaturado e ingrato com aqueles que lêem e dedicam 5 minutos do seu tempo, a este que vos escreve.

O blog está voltando com novas idéias, conceitos antigos e textos feitos na hora, como de costume.

Para os que não sabem, todos os meus textos que antecedem a poesia no fim de cada post, são feitos na hora em que atualizo o blog. Acho que dessa maneira, consigo me expressar melhor e muitas vezes corrigir pensamentos posteriormente ao escrever, acaba  fazendo com que se perda o conteúdo inicial, pois de cabeça fria tudo é mais chato e comum.

Nesse período de ausência a frente do blog, escrevi diversas poesias e textos sobre diversos assuntos.

Para que possa atualizar o blog com maior frenquência, peço a vocês que  comentem aqui no Fantástico Mundo os assuntos que vocês gostariam que fossem discutidos e escritos por mim, aqui no nosso blog. Tentarei tornar o nosso Mundo, o nosso blog, cada vez mais fantástico.

No meio da semana posto da maneira na qual vocês já estão habituados .

Obrigado pela atenção !

um abraço a todos !

” Necessário, somente o necessário e o extraordinário é demais”

Breno Massena

Publicado em:  on 16/11/2009 at 11:39 Comentários (3)

Enquanto pensamos em nos livrar do mal, lhe pergunto: Quanto custa o “aleluia” ?

Caríssimos leitores do Fantástico mundo.
É com muita felicidade que volto a postar no blog. Espero que entendam,  pensem e comentem.

O tema de hoje é um tanto quanto polêmico. Todos algum dia, já se perguntaram sobre a sua verácidade. E todos estes, continuaram sem uma resposta concreta…

Concreta? Quem disse que eles queriam algo de concreto? Para que ter algo de concreto, quando podemos nos apegar ao invísivel e abstrato ? Quando é muito mais facil acreditar naquilo que só você ve e os outros não podem contestá-lo,por não sentirem ou enxergarem. Você passa a ter o apoio de um grupo de pessoas que compartilham da mesma crênça que a sua, não existindo meios lógicos de contestar o que não é concreto, ou seja, você cria as suas verdades. E é daí, que o ser humano começa sua relação estreita com a religião, deste ponto de partida.

Como dizem: A beleza está nos olhos de quem vê. Afirmo também: A religião está na mente de quem quer acreditar.

Isto tudo é somente uma opinião , não fique ofendido. Seu ” aleluia ” pode lhe trazer bons frutos, e para você , a solução da maioria dos seus problemas. Porém, seria a religião o toque de equilibrio e autoconfiança que faltavam para você conseguir realizar o que desejava? ou os fatos ocorreram somente por obra da religião, algo realmente divino?

As duas vertentes serão analisadas por você, caro leitor.

Você forma a sua opinião, eu apenas emito a minha.

O ponto que queria salientar escrevendo sobre este assunto é: Quanto custam certos tipos de ” aleluia “, que são vendidos por outros seres humanos que falam em nome de Deus. Isto mesmo… Quando não temos suporte para vivermos nossas vidas com segurança, com dignidade ou quaisquer perspectivas de um futuro ou até mesmo um presente mais humano , mais digno, temos que nos apoiar em alguma coisa que nos traga a esperança, a pseudo-dignidade de volta, caindo nas mãos de aproveitadores baratos que se utilizam da fé para tirar o próprio sustento. Igual ou pior que isto, é ver pessoas que assistem de fora estes assaltos em nome Deus, e ficam inertes, somente condenando e as julgando com o unico intuito de desmoraliza-las.

Faço parte daquele “todo” citado no início do texto, e admito que ainda me pergunto sobre a sua veracidade. Mesmo sem também de fato procurar o ” concreto “. Enfim , prefiro escrever em versos. Segue a baixo.

Humanos Mecanizados .

O Homem já deixou de ser homem
Pelos maldosos Usurpadores da razão
mas não importa quantas vezes lhe tomem
Sua dignidade , esperança ou opinião

Sempre vão haver pessoas dispostas
a mudar um presente já corrompido
porém , em todas as esquinas temos amostras
de seres falantes sem cérebro embutido

Humanos mecanizados que reproduzem
Somente por acalmar seus anseios reprimidos
e os outros seres aproveitadores que os induzem
a se vendar e se vender , virando o cérebro dos excluídos

Contudo , não venha só culpar a Igreja Universal
Pois a culpa está presente em todos nós
enquanto nós pensamos em nos livrar de todo o mal
Deixamos esses Humanos mecanizados completamente a sós.

Breno Massena.

Aleluia . Amém . Só a literatura expulsa a ignorância das pessoas ;)

” Necessário , somente o necessário e o extraordinário é demais”

OBRIGADO PELA ATENÇÃO !
DIVULGUEM , COMENTEM E CRITIQUEM !

Ela é a verdade

Após a história: “O poder do inesperado”, que rendeu diversos elogios e acessos ao blog, volto a postar. Mais uma vez , agradeço o carinho e aos incentivos que partiram de muitos conhecidos e desconhecidos. Espero retribuir com mais posts.

A faculdade e o trabalho não me deram trégua… Mesmo assim, rabisquei alguns textos e poesias nos meus cadernos, durante essas ultimas duas semanas. E hoje, começo a mostrar para vocês, que esse longo período afastado do blog valeu a pena.

____

Bom dia leitores e acompanhantes do fantástico Mundo.
Mundo que engloba tudo. O bom e o ruim se fundem nesse mundo, como em todos os mundos de todas as pessoas. Isso mesmo, cada pessoa tem seu próprio mundo particular. Não falo de arrogância, nem de individualidade extrema, mas sim de um mundo que é criado por um enorme contingente de fatos e acontecimentos que não podem ser analisados separadamente. As nossas vidas estão incluídas dentro de um contexto, que se aplica a realidade de cada um. Mesmo existindo milhões de pessoas com os mesmos problemas que você, na prática, não existe uma verdade absoluta…

Verdade? o que seria isto?

A verdade é algo que sobrevoa e permeia todos esses mundos. Existem meios e métodos para se fugir dela. O contexto particular de cada mundo indica os caminhos e maneiras de se viver a vida. Eu prefiro encontrá-la com frequência. Pois ela  possue diversos “capangas” que te encontram quando você menos espera, digo isto por experiência própria. Com certeza, em algum momento da sua vida, você duvidou dela. Porém, é como eu escrevi anteriormente: A verdade sobrevoa e permeia todos esses mundos. Todos sabemos que ela existe, e como acha-la, mas para alguns deixa-la escondida atrás de um amontoado de mentiras, vale mais a pena. Não julgo essas pessoas, certamente em suas cabeças elas possuem motivos suficientes para tal. E é daí que nasce a mentira, que não passa de uma ilusão criada por aquele detentor de motivos, que sabe da existência da verdade e que ainda duvida da mesma. Complexo?
Chamaria de Real.

Segue a baixo.

Ela é a verdade

Disfarça que ela está olhando
Talvez até saiamos despercebidos
Nossas ações estão determinando
O rumo por nós construído

Algum dia certamente porém
Iremos com ela nos deparar
Continuaremos fazendo tudo que nos convém
Enxergando somente aquilo que queremos enxergar

Não diria que estamos errados
Cada um com sua consciência
Mesclando a santidade com os pecados
Crio a minha própria coerência

Talvez um dia mude de opinião
e reconstrua todos os meus conceitos
Viver a vida é minha unica infração
Quem sabe ela mude meu jeito.

Breno Massena

“Necessário, somente o necessário e o extraodinário é demais”

Obrigado a todos !
Domingo tem mais !
Comentem, recomendem e façam do fantástico mundo cada vez menos particular !

Grande abraço

Publicado em:  on 11/09/2009 at 13:40 Comentários (16)

O Poder do Inesperado – Parte 4/5 – O início de um bom futuro.

Boa tarde, acompanhante desse fantástico mundo que a cada dia ganha mais adeptos, admiradores e leitores casuais.

Em retribuição a todo este carinho, continuarei postando aqui, textos e poesias de minha autoria. Vocês fazem toda a diferença. Os elogios feitos ao blog, não inflam meu ego, e só é uma felicidade completa por saber, que ao elogiarem, vocês são modificados ou “mexidos” de alguma forma. Saber que consegui através do que escrevo, fazer com que vocês identificassem fatos que não haviam conseguido entender anteriormente, é uma honra para mim. Diria que a maior felicidade de um escritor, não é a fama nem o que ele consegue tocar, e sim o reconhecimento e saber que tocou alguém sem tocá-lo realmente.

Vamos ao que todos esperam: “O poder do inesperado” – Parte 4/5.

___ Final da parte 3

E quebrando o gelo, o sujeito disse com os olhos cheios de lágrimas:
” – Nossa senhor, você não tem idéia o quanto é ruim passar fome. Não sabia o quanto era ruim. Não desejo que você passe fome um dia, é muito ruim.Não desejo isso para ninguém. Nem para o meu inimigo. O que você esta fazendo por mim, não tem preço.”

(Chorei sem ter vergonha que o sujeito me visse chorando. Não tive mais vergonha de mim naquela conversa. A raiva que sentia por mim mesmo já tinha passado. Porém, não estava ainda satisfeito.)

___Parte 4
Ao perceber a minha situação, o sujeito fez um comentário que soava mais como um pedido indireto. O mesmo disse que havia passado frio na noite anterior, e que tinha poucas roupas em sua sacola. Deixando o comentário jogado no ar.
(Pensem comigo , surge alguém do nada que o alimenta , senta ao seu lado e começa a conversar… Ele tinha todo o direito de tentar ser feliz o quanto fosse. A oportunidade passara ali e não podia deixá-la ir, sem ao menos conseguir extrair mais dela.)

Ao perceber o seu pedido, falei que tinha alguns casacos e bermudas que não usava mais fazia algum tempo, que ficavam la jogadas em algum canto do meu armário. Ao terminar a frase,o sujeito sorriu e parecia já se sentir agasalhado. Entendera a minha resposta, mas ficou calado , parecendo não querer “abusar da boa vontade”. Cortei o silêncio pedindo para que esperasse , e que já voltava com as roupas que tinha dito. Sua reação foi esta:
- Você jura?Não acredito, você volta mesmo? Fico até sem graça, você é uma pessoa muito boa, de verdade.

Dei um sorriso e virei às costas. Senti-me realmente naquele momento “uma pessoa muito boa, de verdade”. Parecia estar me tornando mais humano, mais feliz. A felicidade do sujeito havia me contagiado. Porém, ao mesmo tempo, sentia uma vontade de chorar… Tentava olhar a vida aos olhos do sujeito, tentando entender o porquê dessa exclusão na sociedade. Pensando também, em outros milhares de casos iguais ou piores ao dele. Aquilo me entristecia. Não estava ao meu alcance, e mesmo se estivesse , sozinho, não seria capaz de mudar os fatos.

_____
Voltei com duas sacolas cheias de roupa, e a mesma felicidade estampada juntamente com a incredulidade em seu rosto, estavam presente outra vez. Parecia uma criança na noite de natal. Mesmo com mais de vinte anos, suas expressões faziam com que o natural, parecessem ingenuidade e pureza.

Ele abriu as sacolas e agradeceu mais uma vez, fazendo os mesmos elogios feitos anteriormente, me deixando cada vez menos insatisfeito.

Mas o intrigante é que não fiquei satisfeito por completo, mesmo após todos esses acontecimentos. Chegando ao ponto em que percebi posteriormente, que não adiantaria de nada , ajudá-lo hoje, para que amanhã ele fosse descriminado e invisível para os demais. Faltava mais uma coisa: Tirar aquele sujeito das ruas.

Lembrei de um comentário feito por ele logo no início da conversa. Ele havia dito que ficava por ali, pois existia outra pessoa que o ajudava sempre que podia, mas que ultimamente não tinha tempo para ajudá-lo.
Perguntei quem era a tal pessoa , um pouco antes de me despedir e ele me respondeu que era uma assistente social que trabalha no “mini – Hospital” em frente onde nós estávamos.
Iria procurá-la no dia seguinte. Ela com certeza poderia fazer muito mais por ele do que eu. Despedi-me dele, que me respondeu com mais agradecimentos e comentários de “Até amanhã”. Ele sabia que a fome voltaria, e eu também.

___Parte 5

No dia seguinte, fui trabalhar, com o encontro da noite anterior na cabeça. Passei o dia distraído , desatento e insatisfeito. Achava que poderia ter feito mais por ele. Não havia sido o “herói” e sim um quebra-galho. Insatisfeito também por pensar que naquele momento, o sujeito estava lá, sendo ignorado por mais pessoas , que desconheciam o poder do inesperado.

Sai do trabalho o mais cedo que consegui. Parti apressadamente para tentar encontrar a tal assistente social , na tentativa de resolver os problemas do sujeito e a minha insatisfação com a situação.

Quando chego lá, e me deparo com a seguinte cena: O sujeito com o mesmo sorriso do dia anterior, em pé , de frente para uma mulher que gesticulava e não parava de falar. Algo de bom sentia que era, porém não sabia sua intensidade.
Me aproximei dos dois , e acenei para o sujeito que veio correndo em minha direção chorando e falando frases embaralhadas, nas quais não entendia nem uma sílaba. Momento depois,mais calmo , ele me apresentou  a “assistente social que te falei ontem”.
Parecia uma obra perfeita do destino , cronometrada e arquitetada. O encontro não poderia ter sido em melhor hora. Acreditava que resolveria tudo conversando com aquela senhora, porém não sabia que esse “tudo” já havia sido resolvido por ela.
Ela disse logo após as apresentações:
- Ele me falou de você hoje… Essa semana foi só de acontecimentos bons , hoje eu trouxe para ele a notícia que consegui uma vaga em um abrigo que ajudo, e que ele enfim terá um grupo de pessoas que se preocupam com ele.

Como palavras mágicas , as palavras da senhora destruíram por completo a minha insatisfação. Estava mais feliz que os dois naquele momento, tinha certeza. Sentia-me parte integrante desse feito , ajudante fundamental nessa mudança de vida daquele ser humano. Passei a acreditar que não era a única pessoa com compaixão e tristeza pela  situação em que o agora, ex-morador de rua, se encontrava . Aquela minha raiva do pensamento individualista e discriminativo da sociedade , foi abafada pela esperança de uma minoria que pensava igual a mim. Conheci e refleti sobre os dois lados da moeda em menos de 24 horas.

No dia subseqüente, ele não estava mais lá. Com certeza estaria em um lugar bem melhor. Talvez daqui a um tempo até se esqueça de mim. Caso for melhor pra ele , que assim seja. Não quero que as lembranças ruins do tempo em que era invisível para uma grande parte da sociedade voltem à tona em sua cabeça. Porém tinha certeza de que eu , jamais esqueceria tudo que aprendi , presenciei e mudei , com aquilo tudo. Hoje sou agradecido ao poder do inesperado. Sou mais humano , mais feliz e o melhor de tudo… Satisfeito comigo mesmo . O início de um bom futuro começou para aquele sujeito , passando de igual para igual.

Não me perguntem o seu nome… Tento me lembrar até hoje, mas não consigo. Contenta-me saber que outras pessoas hoje , sabem dessa história. Posso até não lembrar o nome do “sujeito “… Acho melhor lembrar-me dele como um ser humano que ajudei. Seu nome foi esquecido, mas não sua história. Que perpetuo neste blog. Obrigado pela atenção de todos! Segue abaixo, a minha “cartilha” de vida.

Lições de um Sonho Sincero.

Não tente me transformar

Em algo que não quero

Muito menos se infiltrar

No meu sonho mais sincero

Criei uma imagem errada

Esperei muito do outro

Decepções tornam a vida engraçada

Deixando o coração mais solto

Caia, levante e procure uma Saída

A vida é muito curta para ser perdida

Imagine uma história em que você é o protagonista

Mire o ponto certo e não o perca de vista

Não invente leis para serem quebradas depois

Viva a sua vida e de preferência vida a dois

Mate os seus medos sem medo de morrer

Não tente dormir cedo achando que não ira sofrer.

A poesia é a alma descrita em linhas rimadas.

” Necessário , somente o necessário e o extraodinário é demais.”

OBRIGADO !
E BOA SEMANA !

Publicado em:  on 16/08/2009 at 18:46 Comentários (12)

O Poder do Inesperado – Parte 3 – Fim?

Boa Noite leitores e incentivadores do Fantástico Mundo!
Primeiramente quero pedir desculpas aos mais ansiosos. Foi extremamente necessária a divisão fragmentada em várias partes da história: “O Poder do Inesperado”. Tomei esta atitude por dois motivos principais: Evitar uma leitura maçante e extensa demais, além de tentar “obrigar” o leitor de uma forma indireta a voltar neste blog.
A maioria das pessoas quando vêem um texto extenso, não se dão ao trabalho nem mesmo de começar a leitura. Escrevo isto, mais diretamente aos jovens, que valorizam muito mais tirinhas de humor sujo, por exemplo, do que textos que necessitam de uma maior concentração. Economiza-se tempo para sobrar pouco conhecimento… Vai entender.
Explicações dadas, vamos ao ápice da História Real: O Poder do Inesperado.

____O Poder do Inesperado – Parte 3 – Fim?

– Nossa… Você é uma pessoa muito boa. Não tenho nem como te agradecer, você não sabe o bem que esta fazendo pra mim. Muito obrigado, muito obrigado, muito obrigado…

(O que eu fiz? Meus olhos nesse momento se encheram de lágrimas. Senti ódio de mim, me senti podre. Imaginei-me entrando na farmácia, comprando o remédio para o meu problema, saindo de lá e rumando para a minha casa. Sem tomar o menor conhecimento de mais um morador de rua)

Mesmo após entregar a comida ao morador de rua, não me senti satisfeito. Parecia que a fome do sujeito havia passado para mim, me sentia longe de estar saciado, e por este motivo, me sentei ao seu lado no “meio fio”. Precisava saber mais sobre a pessoa que me mostrou o poder do inesperado.
Ao sentar ao seu lado, perguntei se sempre vivera na rua. Obtive uma resposta negativa em um semblante fechado, seguido de uma explicação que nunca me esqueceria:
” – Não senhor… Minha mãe morreu esse ano e nunca cheguei a conhecer meu pai, vivia com o meu padrasto lá perto de Teresópolis, mas ele me maltratava demais, me batia… daí eu fugi de casa. “
(Não sabia como confortá-lo, não sabia o que lhe dizer. Sempre me considerei um bom conselheiro, mas não nessa situação. Não em uma situação em que eu nunca, nem mesmo em meus pesadelos vivenciei).

A conversa continuou, e a essa altura ele parecia não acreditar que eu continuava ali, conversando com ele e perguntando mais sobre a sua vida. Pense bem: Qual seria meu interesse? Já que nunca alguém havia feito isso por ele. Fato que eu descobri durante a conversa, que durou cerca de 10 minutos.

Perguntei se ele tinha algum outro parente vivo, que pudesse ajudá-lo, e a resposta foi positiva:
” – Sim, meus avôs maternos estão vivos, mas eles moram em um barraco depois da Av.Brasil, vivem numa miséria ferrada e além do mais, pouco contato tive com eles. Lá só iria atrasar mais a vida deles e a minha“.

… Permaneci em silêncio por algum tempo, olhando pra baixo, tentando não passar a minha tristeza e espanto para quem menos precisava de sentimentos ruins naquela hora. Passado algum tempo e mais algumas palavras trocadas, perguntei o que ele havia comido naquele dia, e a resposta foi esta:

” (Risos) Engraçado você me perguntar isso. Você acabou de me dar a minha primeira refeição do dia… Porque de ontem pra hoje, passei no soro de um hospital no centro, porque disseram que se não eu iria morrer, mas mesmo assim me expulsaram de lá de manhã com a agulha na veia. Disseram-me que eu não poderia ficar lá. “

(A cada resposta que recebia mais coisas passavam pela minha cabeça e menor era o meu poder de reação. Olhei para o relógio e já passava das 20h00min. Começava a ficar sem palavras, sem argumentos, sem esperança. Pessoas formadas e que tiveram as oportunidades na vida que aquele sujeito não teve, devem conviver com situações desse tipo diariamente, e devido a uma superlotação de moradores de rua nesses hospitais, os mesmos são expulsos de lá. E agora? de quem a culpa? A culpa é do “sistema”? Mas o que seria esse sistema? Como vidas tão complexas podem ser atribuídas a esses “sistemas”? Como regredir essa bola de neve que vem desde os tempos da escravidão? Eu não sei, você não sabe, e por enquanto, ninguém sabe)

E quebrando o gelo, o sujeito disse com os olhos cheios de lágrimas:
” – Nossa senhor, você não tem idéia o quanto é ruim passar fome. Não sabia o quanto era ruim. Não desejo que você passe fome um dia, é muito ruim.Não desejo isso para ninguém.Nem para o meu inimigo. O que você esta fazendo por mim, não tem preço.”

(Chorei, sem ter vergonha que o sujeito me visse chorando.Não tive mais vergonha de mim naquela conversa.A raiva que sentia por mim mesmo já tinha passado.Porém, não estava ainda satisfeito.)
__________

Satisfeito vocês não ficarão ao saber, que a história vai ter mais um capítulo, que será postado ainda esta semana. Tinha absoluta certeza que fecharia a história em três posts. Estava enganado. A cada palavra que ia escrevendo as lembranças reapareciam e com elas mais detalhes que não poderia deixar de contar. Mais uma vez, desculpa aos ansiosos. Só assim posso fazer com que não falte nada na leitura de vocês. E além do mais, não custa nada, voltar aqui outra vez. Se quiser fazer disto um hábito, só tenho a agradecer… E escrever. Por enquanto ficamos com os Conflitos internos de todos os sujeitos habitam o nosso planeta. Segue a baixo:

Conflitos Internos.

Perguntaram ao amor
o que tanto o entristecia
respondeu que foi a dor
que calmamente o assistia

A covardia o segurou
e o ódio o enfrentava
mas o amor no fim lutou
por tudo que sempre sonhava

A esperança até tentou
mas a maldade a bloqueava
e a consciência de lado mudou
enquanto a tristeza no canto chorava

No fim chegou a verdade
ajudando a ferida esperança
que carregada pela saudade
lembrou sues sonhos de criança

São os sentimentos diários
de uma pessoa normal
e a rotina desses conflitos
é que lhe faz especial.
E o poder do inesperado...

” Necessário, somente o necessário e o extraordinário é demais”

O Fantástico Mundo Recomenda!

malutolentino.blogspot.com

narcosazonal.blogspot.com

diariopapeando.wordpress.com

Obrigado !

Publicado em:  on 10/08/2009 at 23:43 Comentários (20)

O Poder do Inesperado – Parte 2

É com uma extrema felicidade que volto aqui meus caros leitores,para a continuação da história que fez render mais de 300 visitas ao blog, em menos 3 dias! O melhor disto tudo, é saber que pela minha história várias pessoas passaram a rever certos conceitos, que foram aderidos pelos maus costumes da sociedade.

Não me venha com essa balela de que nunca foi preconceituoso em sua vida. Afirmarei com absoluta certeza, que está mentindo. O preconceito foi sempre algo errôneamente natural. O ato de julgar qualquer semelhante,lhe atribuindo defeitos , para que o mesmo passe a ser inferior a você , acarreta a tal discriminação. Mas agora pense: Quem você é para julgar outra pessoa? O que te classifica como melhor que o outro, tem algum fundamento real? Melhor ? Mas o que é ser melhor ? Pois bem, a própria sociedade criou nomenclaturas e regras sem saber os seus reais significados.

Faço essas perguntas , em nome de todos vocês , que assim como eu , não sabem a real resposta. Como não sei de nada ao certo , o melhor que faço é continuar a minha história… segue a baixo:
- “Ei moço , olha pra ca, me da um prato de comida? … “

(Fiquei paralisado.A vergonha que senti naquele momento não se compara a nenhuma outra situação constrangedora que ja tenha vivido. Pela primeira vez me senti inferior a um morador de rua. Não quis enxergar o que estava sentado no chão , sentindo fome , sentindo dor e não sentindo a compaixão de ninguém).

Me virei bem devagar, olhando fixamente para quem me fazia o pedido – Ele tinha a esperança estampada no rosto, era negro e não tinha mais que 23 anos. O simples gesto de virar e olha-lo,parecia ser tão significativo quanto um prato de comida – Ficando calado por uns 10 segundos, para enfim responder : “- Eu já volto.”

Após responde-lo, não lembro se continuei sentindo a dor de cabeça que sentia antes … a ida a farmácia não habitava mais meus pensamentos. Simplesmente rumei até a padaria. Entrei sem olhar para os lados. Não pensava em outra coisa, se não o motivo da minha ida até la. Comprei 2 sanduiches e uma lata de suco, paguei e sai.

Ao dobrar a esquina, lá estava ele, agora em pé , com uma cara de quem não acreditava no que estava acontecendo. Ele tremia e chorava, e talvez fosse possível contar nos dedos, quantas pessoas já tiveram alguma preocupação com aquele ser humano. Entreguei para ele o que tinha comprado. Ele me olhou e disse:
” – Nossa , você é uma pessoa muito boa. Não tenho nem como te agradecer,você não sabe o bem que esta fazendo pra mim. Muito obrigado , muito obrigado , muito obrigado … “

(O que eu fiz ? Meus olhos nesse momento se encheram de lágrimas.Senti ódio de mim, me senti podre. Me imaginei entrando na farmácia, comprando o remédio para o meu problema , saindo de lá e rumando para a minha casa. Sem tomar o menor conhecimento de mais um morador de rua).
_____________

Não acaba por aí. O resto da história, ou melhor, até onde eu tenho conhecimento, contarei no próximo post. No qual vocês saberão o fim ( ou não ) da minha participação na história da vida do morador de rua. Não custa voltar aqui para refletir mais um pouco, certo ? A leitura de terceiros, é um dos fatores que me motivam a continuar escrevendo. Até o próximo post !
Por enquanto, vocês ficam com mais algumas Páginas perdidas.

Páginas Perdidas.

Mudei o rumo da minha vida
quando tentei ganhar
da minha própria sorte

Encontrei páginas perdidas
que não queria achar
e tive que ser forte

Elas estavam escondidas
no meu coração
Junto com a culpa resumida
que escrevi nessa canção

e ae então …

Fechei os olhos e não vi
nem a tristeza que resumi

E sem pensar , abdiquei
de tudo que lutei

Mas hoje a sorte
é minha amiga
e a tristeza
foi embora

Fecho os olhos
e enxergo
que já esta na hora

de voltar
e queimar
aquelas paginas perdidas .

ass

” Necessário , somente o necessário e o extraordinário é demais “

O Fantástico mundo recomenda !
http://narcosazonal.blogspot.com/

Publicado em:  on 05/08/2009 at 20:53 Comentários (17)

Cada vez mais fantástico / O poder do inesperado.

Fantástico, não acha ? Eu acho fantástico, porque escrevendo vou pensando e, pensando, me destaco de uma grande maioria que valoriza e santifica outra maioria burra que não gosta de escrever, ou seja, não pensa.Viva as musicas sem mensagem!Viva as pessoas sem conteudo!Viva a ignorância proliferada em todos os meios de comunicação. Um Viva as coisas que já nasceram mortas em sua origem.

Porém, não discordo que a “casca” tenha o seu valor. O Conteúdo, que sempre esteve presente nesse fantástico mundo, hoje se mistura a um layout mais limpo, com ferramentas mais rápidas, entre outras coisas.  Por isso eu afirmo: estamos cada vez mais fantásticos! Nossos posts continuarão interagindo com a mente de cada um que lê, no intuito de, no mínimo, distrair o leitor e fazê-lo adentrar neste território disponível a todos, porém, explorados por pouquissímos. Muito prazer para os que chegaram agora, meu nome é Breno Massena. Aos que se mudaram comigo para cá, continua sendo uma honra estar entre vocês.

Em nosso primeiro post desta nova morada, contarei a história de uma pessoa igual a você leitor, igual a mim, igual aos nossos pais ,  uma pessoa igual . O igual se encontra riscado, meu caro leitor, por você , por mim, e  pelos nossos pais. Riscado por quase toda a sociedade, que risca os direitos e simplesmente exclui um ser humano da sociedade, pelo fato do mesmo não ter tido CONDIÇÕES BÁSICAS durante a sua trajetória de vida.  Não quero apontar culpados , só vim aqui hoje para detalhar um acontecimento que me fez enxergar o que não via a cada esquina da cidade onde moro. Vamos ao acontecimento.

Já estava anoitecendo e eu voltava do meu trabalho. (Trabalho este que me rendia um salário, proporcionado pelo meu pai , o dono da empresa).  Encontrava-me cansado e com muita fome, por ter tido um dia cheio de tarefas e afazeres. Logo pensei em ir à padaria para comprar algo para comer, porém, resolvi ir antes à farmácia para comprar um remédio na tentativa de fazer parar minha dor de cabeça que estava  insuportável… Sem saber que ia conhecer em instantes  um alguém que vivia situações insuportáveis a cada segundo da sua vida.

Ao caminhar pela calçada da farmácia, que se encontra perto da minha casa, não reparava nos detalhes que passavam por mim, por ja estar habituado a sempre andar por ali.  Quase chegando na farmácia, “alguém” falou em alto e bom tom: – “Moço… Ei moço”. Não sabia se era comigo e, como de costume, não olhei, não reconheci aquela voz , portanto, não tinha importância para mim. Ao dar mais alguns passos a voz insistiu, dizendo: – “Ei moço… moço”. Continuei firme em minha decisão, agora já sabendo que quem tentava se comunicar, tentava chamar a minha atenção, e suspeitava que fosse um mendigo que ia me pedir uns trocados para se drogar ou fazer mal uso do dinheiro que lhe fosse dado.

Foi quando eu fiquei paralisado, em choque, pois de indiferente a voz passou a ser diferenciada pela simples frase: – “Ei moço , olha pra ca, me da um prato de comida … “

Como um pedido tão simples e tão primário, mexera comigo daquela forma? Talvez responda essa pergunta dizendo que o inesperado mexeu comigo, que a parede feita por preconceitos intrasponíveis massificados por mim mesmo, foram completamente destruidos pela verdade e pela tristeza do ser humano.

No próximo post os leitores do Fantástico Mundo irão saber o desfecho, digo , o recomeço desta história … Que ainda vai fazer você refletir mais do que imagina. Agora é esperar pra ler. Enquanto isso fiquem com mais um poeta das ruas.

O Poeta das Ruas

Não quero muito do seu tempo
Sou só uma carcaça esquecida
Vivo minha vida ao relento
Implorando por um prato de comida

Para maioria,  sou invisível
E para o resto, indigente
Dotados de um preconceito indestrutível
Condenam a minha alma inocente

Não sou um alguém diferente
e não quero que sinta pena
Se não quer ajudar, não ajude
Não me causará maior problema

Pois, no fim, seguirei vivendo
pela esperança que me consom
Passo o meu tempo escrevendo
Sou um poeta que não tem nome.

Breno Massena (mais…)

Publicado em:  on 02/08/2009 at 01:38 Comentários (38)
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